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13 Reasons Why: Confira nossa crítica da primeira temporada

Na série produzida por Selena Gomez, algumas fitas cassetes revelam o mundo sombrio por trás da vida adolescente.

Adorocinema·
13 Reasons Why: Confira nossa crítica da primeira temporada

Na série produzida por Selena Gomez, algumas fitas cassetes revelam o mundo sombrio por trás da vida adolescente.

Por ser ambientada nos corredores de um típico colégio e ter um nome popular como Selena Gomez entre os produtores executivos, um espectador desavisado pode pensar que está diante de outro leve drama adolescente. Esse não é o caso de 13 Reasons Why.

Adaptação do livro Os Treze Porquês (de Jay Asher), a história acompanha Clay (Dylan Minnette), que recebe um pacote com várias fitas cassetes gravadas por Hannah (Katherine Langford) – menina por quem ele era apaixonado e que cometeu suicídio recentemente. Nelas, a jovem lista os treze motivos que a levaram a interromper sua vida. Clay é um deles e precisa passar a mensagem para os demais envolvidos.

O grande trunfo desse show é trazer uma crítica honesta sobre o universo supérfluo e, por muitas vezes, cruel dos adolescentes. Além da falta de sensibilidade dos adultos para lidar com problemas como bullying. Uma jovem se matou? São pendurados cartazes anti-suicidio nas paredes da escola e e-mails são enviados para os pais sobre o assunto. Mas nada de ações eficientes para solucionar os problemas de todo dia.

A situação é ainda pior para as mulheres. Em determinado ponto da trama, uma das personagens afirma, com tom de decepção: "Você sabe o que acontece quando garotas pedem ajuda." Certos motivos de Hannah podem parecer "bobos" para algumas pessoas, mas cada passo ajuda a construir o caminho trágico da jovem desesperada, diante de um mundo machista que julga garotas através do estigma sexual. É uma conversa necessária nos dias atuais.

Assim como no livro original, a história é dividida entre os pontos de vista de Clay e Hannah. Ele tentando entender. Ela tentando explicar a sua verdade. A novata Katherine Langford é uma bela surpresa e consegue contar a conturbada jornada de sua protagonista. Mas é Dylan Minette quem domina a atração. Já visto em Goosebumps e O Homem Nas Trevas, o jovem encontra aqui chances de mostrar outras facetas, representando a posição do espectador. Ele mostra como cada fita atormenta as emoções (e, por vezes, a sanidade) do moço e ainda cria empatia imediata com o público. 

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