Por que A Bola Preta é o novo Parasita? Filme de abertura do Festival do Rio pode repetir feito da obra-prima coreana no Oscar 2027
La Bola Negra, de Javier Ambrossi e Javier Calvo, é o representante da Espanha para o Oscar de Melhor Filme Internacional. O filme estreia no dia 21 de janeiro de 2027 no Brasil.

La Bola Negra, de Javier Ambrossi e Javier Calvo, é o representante da Espanha para o Oscar de Melhor Filme Internacional. O filme estreia no dia 21 de janeiro de 2027 no Brasil.
Em 2020, Parasita fez história ao se tornar o primeiro filme de língua não-inglesa a vencer o Oscar de Melhor Filme e mais três estatuetas na premiação. Anos depois, A Bola Preta, o representante da Espanha para o Oscar 2027 tem todo o potencial de repetir o feito de Bong Joon-ho e ganhar tanto Melhor Filme Internacional quanto a categoria principal da maior noite do cinema mundial.
La Bola Negra, de Javier Calvo e Javier Ambrossi, chega ao Brasil como a Gala de Abertura do Festival do Rio 2026 após fazer uma campanha triunfal no circuito internacional de festivais de cinema. O longa-metragem espanhol foi finalista na competição do Festival de Cannes e saiu de lá com a Palma de Melhor Direção, prêmio também conquistado por Kleber Mendonça Filho no ano passado.
A partir de sua estreia mundial na França, o longa-metragem assinado por "Los Javis" ganhou o Prêmio do Público de Melhor Filme em Sydney, Toronto e San Sebastián. Porém, mais importante do que os troféus, A Bola Preta e Parasita compartilham a semelhança de serem aplaudidos e elogiados pelo público com convicção.
Tive o privilégio de ver A Bola Preta no Cine Odeon e sinto que o filme tem a monumentalidade que telona do histórico cinema art déco da capital carioca exige. Então, sim, categoricamente, ele "é tudo isso mesmo"!
A trama inspirada obra inacabada homônima de Federico García Lorca e na peça "La piedra oscura", de Alberto Conejero, é puxada por três linhas temporais diferentes — em 1932, 1937 e 2017 — para revelar progressivamente os pontos de contato entre as vivências de três homens gays: Carlos (Milo Quifes), Sebastián (Guitarricadelafuente) e Alberto (Carlos González). Mesmo separados por gerações e contextos históricos, as narrativas se conectam por dilemas sobre desejo, memória, identidade e legado.
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