Sophia Loren sobre seu relacionamento com Charles Chaplin: “Ele não era nada do homem de quem as pessoas falavam”
Para Sophia Loren, Charles Chaplin não era o homem dos rumores, mas alguém muito mais próximo, afetuoso e complexo.

Para Sophia Loren, Charles Chaplin não era o homem dos rumores, mas alguém muito mais próximo, afetuoso e complexo.
Sophia Loren construiu uma carreira que parece pertencer a outra era de Hollywood. Muito mais do que uma estrela de cinema, a atriz italiana se tornou um ícone mundial, vencedora do Oscar e uma das poucas artistas que conquistaram o público tanto na Europa quanto nos Estados Unidos sem abrir mão de sua personalidade, elegância e carisma.
Hoje, aos 90 anos, cada vez que relembra sua trajetória, Loren oferece um raro olhar sobre um período da história do cinema que já não existe. Entre as grandes personalidades com quem trabalhou está Charles Chaplin, criador do inesquecível Carlitos, uma figura cercada tanto por admiração quanto por polêmicas. Para a atriz, porém, o homem por trás da lenda era muito diferente da imagem que ficou para muita gente.
Sophia Loren trabalhou com Charles Chaplin em A Condessa de Hong Kong (1967), longa que também contou com Marlon Brando no elenco principal. O filme marcou a despedida de Chaplin da direção, muitos anos depois do auge de sua carreira no cinema mudo.
Mesmo já idoso, o cineasta mantinha o perfeccionismo que sempre caracterizou seu trabalho e fazia questão de controlar cada detalhe das cenas. Segundo Loren, Chaplin decidiu tirar o projeto da gaveta depois de assistir a alguns de seus filmes dirigidos por Vittorio De Sica. O diretor acreditava que ela era a protagonista ideal para a história, o que fez com que finalmente levasse a produção adiante.
Embora o encontro entre Chaplin, Loren e Brando parecesse reunir todos os ingredientes para um clássico, A Condessa de Hong Kong acabou sendo recebido apenas como uma comédia romântica modesta, marcada por um diretor lendário tentando dialogar com uma indústria cinematográfica que mudava rapidamente. Para Sophia Loren, no entanto, o mais importante daquela experiência não foi o resultado do filme, mas a convivência com Chaplin.
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