The Pirate Day
← Notícias
NOTÍCIAS

Entrevista com Willem Dafoe

O ator Willem Dafoe apresentou três novos filmes no Festival do Rio 2011. E ele ainda conseguiu tempo para conversar com o AdoroCinema sobre sua carreira. Confira!

Adorocinema·
Entrevista com Willem Dafoe

O ator Willem Dafoe apresentou três novos filmes no Festival do Rio 2011. E ele ainda conseguiu tempo para conversar com o AdoroCinema sobre sua carreira. Confira!

Em passagem pelo Rio de Janeiro para apresentar nada menos que três filmes no Festival do Rio, Willem Dafoe conversou com o Adoro Cinema sobre sua carreira.

Os três longas selecionados para o evento foram 4:44 Last Day on Earth, O Caçador e Uma Mulher. Este último foi dirigido pela esposa do ator, a italiana Giada Colagrande, que também veio à capital fluminense. Já 4:44 marca a terceira parceria entre Dafoe e o cultuado cineasta Abel Ferrara.

Ao longo de sua carreira, Willem Dafoe viveu personagens memoráveis em filmes como Platoon, A Última Tentação de Cristo, Coração Selvagem e A Sombra do Vampiro, mas acabou marcado pelo grande público como o vilão de Homem-Aranha.

Dafoe começou a conversa falando sobre o longa dirigido pela esposa. "O modo como ela filma e como pensa a trama é bem formal, por mais que o contexto em que ela insira a história e a presença de uma forte ligação com a imaginário. Então quando vai fazer o filme é importante se despir de tudo aquilo que já conhece. Seus personagens usam o mínimo de expressão possível e gosto deste tipo de abordagem menos naturalista. Uma das razões pela qual me sinto atraído pelo cinema dela é que é bem diferente do que costumo fazer. É um desafio para o público.  Como é um filme pequeno que foi produzido por nós mesmos, sinto que existe um pouco menos de responsabilidade. Claro que queremos que as pessoas gostem, mas fizemos o filme que queríamos fazer. Como ator sinto mais o mundo que criamos com a história e menos a pressão para saber se está indo bem de bilheteria ou não", revelou.

O ator reforçou que não é um especialista no mercado cinematográfico, mas reconheceu que a sétima arte não vive seu melhor momento financeiro. "Hollywood está em crise, como o resto do mundo. Hollywood é um negócio. Acho que precisamos de certa loucura no cinema, não pode ser apenas para entreter o público. Precisamos manter o diálogo cultural, que está em falta hoje em dia", disse.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram

Deixe um comentário