Entrevista – Os 3
Conversamos com o diretor Nando Olival, de Os 3, durante o Festival do Rio 2011.

Conversamos com o diretor Nando Olival, de Os 3, durante o Festival do Rio 2011.
O AdoroCinema conversou com Nando Olival (foto) durante o Festival do Rio. No papo o diretor traz detalhes e curiosidades da produção de seu novo longa-metragem, fala sobre futuros projetos e ainda dá uma palinha sobre um suposto filme que enganou muita gente: "Eduardo e Mônica". Boa leitura!
”Possivelmente muita coisa mudou”, responde Nando Olival à pergunta sobre o que mudou no seu olhar como diretor entre os dois filmes. “Talvez por não ter experiência em cinema lá atrás não sabia direito o que estava fazendo, não sabia nem que filme iria sair. Ficamos quatro semanas rodando e praticamente um ano montando, então com Domésticas não tinha muita ideia de sua estrutura. Com Os 3, como não havia dinheiro nenhum, não podia vacilar. Já sabíamos mais ou menos como o filme iria sair e isto fez muita diferença para mim.”
”A ideia era pegar ninguém famoso”, afirma Nando Olival. “Primeiro pela dificuldade em encontrar grandes atores nesta faixa etária. Segundo porque precisava ter o filme um pouco na mão, no ponto de vista de produção. Não podia ficar preso à agenda de um ator. Depois porque sabia que, durante a filmagem, o longa ainda estaria em gestação. E depois que comecei a trabalhar com três atores desconhecidos não faria sentido colocar alguém mais famoso como coadjuvante, pois quebraria esta harmonia.”
Nando Olival falou também sobre como foram os testes para a seleção do trio protagonista. “Falava para cada um dos candidatos que, se gostasse dele, iria colocá-lo em um grupo com outras duas pessoas que gostava e aí veríamos se dava samba. Não estava atrás de cada personagem especificamente, mas de um trio que funcionasse de forma orgânica. Durante muito tempo fiquei selecionando e criando grupos de três, passando de um grupo para outro até que encontrei estes atores.”
Nando Olival contou uma particularidade do trio formado por Victor Mendes, Juliana Schalch e Gabriel Godoy. “Eles tinham uma coisa durante as filmagens que era o toque. A todo instante estavam se tocando, se beijando, quando dizia 'corta' eles continuavam. Para um filme jovem era importante ter esta sensualidade. Então do ponto de vista gestual eu quase não tive que trabalhar com eles. E esta intimidade existe até hoje. Ontem, na sessão do filme, ao invés de assistirem eles ficavam se sacaneando. Tipo dizendo que naquela cena você estava muito ruim, se fosse você tinha vergonha. Estavam sempre se beijando, de mão dada, era muito legal.”
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