Estúdios Ghibli, de A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado, podem interromper produção
O estúdio atravessa uma crise, acentuada pela aposentadoria do animador e co-fundador Hayao Miyazaki.

O estúdio atravessa uma crise, acentuada pela aposentadoria do animador e co-fundador Hayao Miyazaki.
Neste fim de semana, uma notícia correu rapidamente pelas redes sociais, indicando que o famoso estúdio Ghibli, responsável por clássicos como Princesa Mononoke (1997), A Viagem de Chihiro (2001) e O Castelo Animado (2004) iria fechar as suas portas. O encerramento das atividades já tinha sido previsto pelo próprio diretor e co-fundador Hayao Miyazaki, quando anunciou recentemente a sua aposentadoria.
Embora a interrupção dos filmes seja uma triste possibilidade, a decisão ainda não está confirmada. O produtor Toshio Suzuki confirmou que a unidade de produção será desativada, porque o estilo de animação artesanal, defendido por Miyazaki, estava se tornando caro demais para ser mantido. Mas talvez o estúdio persista fazendo filmes, de outras maneiras:
"Apesar dos boatos de que o estúdio seria fechado, Suzuki enfatizou que na verdade o estúdio está considerando uma 'limpeza total', uma reestruturação por enquanto. O resultado final seria 'reconstruir' o estúdio e criar um ambiente para a nova geração", afirma a Anime News Network.
Enquanto isso, os produtores da Ghibli permanecem em atividade, gerando as marcas da empresa e os direitos dos filmes já produzidos. O último filme produzido na empresa, o ainda inédito When Marnie Was There, também marcou a primeira história que não foi criada pelos criadores da empresa. Já Vidas ao Vento, último filme dirigido por Miyazaki, concorreu ao Oscar de melhor animação em 2014.
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