Christian Bale abandona a cinebiografia de Steve Jobs
O ator desistiu do ambicioso projeto, dividido em três grandes cenas de 30 minutos, por se considerar inapto para o papel.

O ator desistiu do ambicioso projeto, dividido em três grandes cenas de 30 minutos, por se considerar inapto para o papel.
A Sony Pictures segue tendo grandes dificuldades para levar adiante a sua ambiciosa cinebiografia baseada na vida Steve Jobs. A última baixa é a mais inesperada até o momento: após ser anunciado pelo roteirista Aaron Sorkin como o protagonista do filme, Christian Bale desistiu do projeto. E o mais surpreendente é o motivo apresentado pelo ator, que não se sentiu confiante para seguir em frente com o desafio.
Segundo as fontes do The Hollywood Reporter, Christian Bale refletiu muito sobre o compromisso, o que levou-o a manifestar sentimentos conflitantes sobre que posição tomar – dilema que indica que o minucioso ator queria muito participar do projeto. No entanto, o ator, apontado como um dos melhores de sua geração e contratado sem a necessidade de fazer um teste para o papel, chegou à conclusão de que não é o nome certo e decidiu abandonar a produção.
Esse não é o primeiro contratempo vivido pelos produtores Scott Rudin, Guymon Casady e Mark Gordon. O diretor David Fincher (A Rede Social) abandonou o projeto depois que teve seu pedido de cachê de US$ 10 milhões negado. Danny Boyle assumiu a produção, indo atrás de Leonardo DiCaprio, que também veio a recusar a oferta. Agora, o caminho natural é que a Sony procure um dos atores que vinham sendo cotados nos últimos meses, como Ben Affleck, Matt Damon e Bradley Cooper.
Baseado no best-seller "Steve Jobs", escrito por Walter Isaacson, o filme terá um formato inovador: serão apenas três cenas, de 30 minutos cada, que vão acompanhar os bastidores do lançamento do computador Macintosh (em 1984), da empresa NeXT (em 1996) e do iPod (em 2001). Segundo Sorkin, o desafio será mesmo grande, o que indicia a natureza do receio do vencedor do Oscar por O Vencedor.
Em entrevista recente, o roteirista disse que o papel é "extremamente difícil", em que o protagonista terá mais a dizer "do que outros atores em três filmes somados", pois não haverá "uma cena sequer ou enquadramento em que ele não apareça" – o que define um cenário ao mesmo tempo psicologicamente tenso, de enorme responsabilidade, mas de um potencial para prêmios internacionais altíssimo.
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