Game of Thrones S07E06: Além da Muralha
Nossa crítica do episódio

“Ao creme e dourado chamo Viserion. Viserys era cruel, fraco e assustado, mas, ainda assim, era meu irmão. Seu dragão fará o que ele não pôde fazer.”
É tradição que o penúltimo episódio da temporada de Game of Thrones seja o mais impactante. Foram neles que aconteceram grandes momentos ao longo dos últimos anos, como a morte de Ned (Sean Bean), a Batalha de Água Negra, o Casamento Vermelho, a Batalha dos Bastardos, etc. Também já é tradição que personagens importantes não sobrevivam para contar a história. “Beyond the Wall” reúne os dois costumes e coloca a última pedra no lugar para que a Grande Guerra aconteça.
A missão suicida de Jon Snow (Kit Harington) para além da Muralha era uma tragédia anunciada antes mesmo de acontecer. O time de deslocados parte com o objetivo de capturar um dos wights e levá-lo até Porto Real, mas logo se vêem completamente cercados pelo exército do Rei da Noite — que observa tudo à espreita, no aguardo pelo momento certo de agir.
A grande batalha do episódio 6 são mais diálogos do que ação — o que, a princípio, não é ruim. É uma boa construção que acontece no momento ideal, visto que a maior parte daqueles personagens têm pouca interação ou estão se conhecendo naquele exato momento. As trocas divertidas são uma consequência orgânica que trazem leveza e gratidão, como no momento em que Jon tenta entregar Garralonga a Sor Jorah (Iain Glen) e a hilária troca entre Tormund (Kristofer Hivju) e Sandor (Rory McCann) a respeito de Brienne (Gwendoline Christie).
Se por um lado, as sequências além da Muralha são boas em criar tensão e expectativa, também se baseiam em um uso exagerado de certos recursos de último minuto inverossímeis. A chegada dramática de Daenerys (Emilia Clarke) para salvar Jon e companhia é extática, mas não há motivo algum que justifique, por exemplo, a resistência de Jon em montar Drogon para ir embora o quanto antes. A única função do seu show de exibicionismo foi fazer com que os dragões continuassem voando um pouco mais, para que o Rei da Noite tivesse tempo para atirar a lança em Viserion. Dentro da narrativa, não há o que explique a decisão de Jon; o que prova: ou (1) ele é um herói extremamente incompetente ou (2) Game of Thrones parou de seguir planos inteligentes.
Como disse Daenerys, heróis fazem coisas estúpidas, e eles morrem. Mas, neste caso, quem morreu não foi bem ele…
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