Star Trek: Discovery explora diversidade, reviravoltas e pioneirismo (Crítica da 1ª temporada)
A primeira temporada da série estrelada por Sonequa Martin-Green de Jornada nas Estrelas faz jus ao lema da franquia.

A primeira temporada da série estrelada por Sonequa Martin-Green de Jornada nas Estrelas faz jus ao lema da franquia.
Audaciosamente indo onde ninguém jamais esteve. Star Trek: Discovery entregou justamente o que o lema da pioneira franquia propõe: a primeira protagonista negra. A primeira personagem principal que é uma Primeiro Oficial (e não Capitã). O primeiro personagem LGBT da franquia. A primeira série da saga a matar seus Capitães sem dó nem piedade (só para posteriormente ganharem uma versão espelho de si mesmos).
Realmente, os tempos mudaram. Fugindo do padrão Jornada nas Estrelas — um caso por semana, procedural, por vezes independente do restante da temporada — não mais adequado para o público atual, Discovery domina a capacidade de se reinventar sem perder a regularidade de sua temporada. Por vezes, parecem várias séries em uma só. Afinal, a cada bloco de episódios, os personagens mudam de cenário, de universo, e até têm que fingir assumir outras personalidades.
Situada entre a série Enterprise e Jornada nas Estrelas original, a produção da CBS aposta em doses de humor e drama, na representativade, nas novas tecnologias e em um roteiro original, repleto de reviravoltas. Isso permite que a história tenha muitas ramificações, cheias de dualidade: ciência e guerra, destruição e descoberta, transgressão e moralidade, universo espelho e até inimigos infiltrados. O que não faltam, também, são referências às demais séries da franquia, como naves, alienígenas e até personagens clássicos, que ganharam novas representações — entre eles, Sarek (James Frain) e Harry Mudd (Rainn Wilson).
Michael Burnham (Sonequa Martin-Green), por exemplo, é uma forte personagem feminina, que cresce ao longo da temporada. Ela eventualmente aprende com seus erros, mas não sem ter enfrentado seus traumas cara a cara: perder seus pais quando pequena, e ser criada por um vulcano que foi obrigado a escolher entre ela e seu meio-irmão Spock; trair sua capitã; começar uma guerra; enfrentar o preconceito de seus colegas; se apaixonar e descobrir que seu amado era um espião infiltrado; encontrar a versão cruel de sua capitã. Ousamos dizer que é uma das protagonistas mais profundamente exploradas da franquia.
Outros destaques da produção são Jason Isaacs (Harry Potter) como o dúbio e calculista Capitão Gabriel Lorca; Doug Jones (O Labirinto do Fauno, A Forma da Água) como o íntegro e corajoso Tenente/Capitão Saru; Mary Wiseman (Baskets) como a tagarela, porém fofa e dedicada Tilly; Shazad Latif (Penny Dreadful), que entrega um emotivo e conflituoso Ash Tyler e um rancoroso Voq; e, claro, Michelle Yeoh, que dispensa apresentações e brilha como a Capitã/Imperatriz Philippa Georgio. Entretanto, a série peca em desperdiçar a personagem Klingon L'Rell (Mary Chieffo) na segunda metade de sua temporada, presa na Discovery.
Eleição nos EUA expõe reação a bilionários e data centers de IANotícias
Jogos de hoje (04/11/26): onde assistir futebol ao vivo e horários das…Notícias
Tempestades severas no Sul colocam estados em alerta nesta semanaNotícias
Queda de Learjet nos EUA: gelo e turbulência podem ser as causasNotícias