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Star Wars Day: Um fenômeno mundial que (quase) nenhum cinema queria exibir em maio de 1977

Poucos e corajosos exibidores apostaram na saga espacial de George Lucas — assim ajudando a transformar a história do cinema mundial.

Adorocinema·
Star Wars Day: Um fenômeno mundial que (quase) nenhum cinema queria exibir em maio de 1977

Poucos e corajosos exibidores apostaram na saga espacial de George Lucas — assim ajudando a transformar a história do cinema mundial.

George Lucas moldou sua arte, de gerações futuras e toda uma cultura popular como poucos na História mundial. Mas lá atrás, bem antes disso acontecer, poucos poderiam prever. O cineasta era apenas um jovem californiano com uma proposta de cinema que destoava totalmente do que estava em voga: a Nova Hollywood, movimento espontâneo em que novos realizadores se desvencilharam do controle dos grandes estúdios para narrar suas próprias histórias, seus próprios dramas, da sua própria forma.

Enquanto Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Peter Bogdanovich, Hal Ashby e tantos outros realizavam obras profundamente autorais, como A Conversação, Caminhos Perigosos, A Última Sessão de Cinema e Ensina-me a Viver, George Lucas possuía o tino para um cinema mais comercial. Seu mais semelhante era Steven Spielberg. Só ele, que mesmo assim era diferente.

Spielberg ganhou o respeito da indústria após uma passagem intensa pela televisão, onde comandou com firmeza (e até mesmo indiferença) equipes e elencos consagrados. No cinema, dirigiu com maturidade e um domínio narrativo impressionante os thrillers Encurralado, Louca Escapada e Tubarão.

Ninguém dava muita bola para Lucas, visto em Hollywood como o pupilo de Coppola — quando visto. Sua estreia em longas com o experimental THX 1138 passou igualmente despercebida e nem mesmo o surpreendente sucesso de American Graffiti (lançado no Brasil como Loucuras de Verão) foi suficiente para ele ganhar o prestígio suficiente para Star Wars ser minimamente respeitado. De um modo geral, seu projeto de uma ópera espacial era visto como uma brincadeira de criança. Até mesmo por seus amigos.

"Que m*** é essa?!?! Isso não faz sentido! Nonsense! Do que isso se trata?!", diria Brian De Palma ao ler o roteiro de Guerra nas Estrelas. Assim nascia uma marca registrada da franquia: o texto corrido em amarelo sobre fundo negro contextualizando a história logo após os créditos iniciais. Mas não estava superada a suspeita de todos em relação a novela interestelar iniciada no meio (Uma Nova Esperança é o Episódio 4, lembra?) e inspirada nas já obsoletas matinês de Flash Gordon. A descrença dos amigos de Lucas também era a descrença da 20th Century Fox e dos exibidores norte-americanos em pleno Memorial Day de maio de 77.

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