Coletiva “Os Mercenários” – Sylvester Stallone
Passagem relâmpago de Sylvester Stallone e Giselle Itiê

Com uma entrevista coletiva marcada em cima da hora, Sylvester Stallone e Giselle Itiê atenderam a imprensa em irrisórios 25 minutos, respondendo a cerca de 15 perguntas. O evento pareceu mais um "cala a boca" por conta da proibição da presença da imprensa durante as filmagens do que – realmente – uma oportunidade de contar um pouco mais do seu futuro trabalho em terras brasileiras.
Embora a assessoria tenha dito que o filme não vai identificar o país do filme como o Brasil, a questão do estereótipo errado que fazem de nosso País veio à tona. Stallone disse ter gostado daqui e que filmar aqui é financeiramente viável. Além, segundo ele, de poder contar com bons profissionais locais e as leis permitirem rodar determinadas sequências de ação (não especificou quais) que não são permitidas nos Estados Unidos. Para completar, afirmou que precisavam do visual de floresta também e que Brasil reunia todos esses quesitos.
Sobre o retorno ao filmes de ação/guerra, Stallone foi categórico com um sonoro "sim". Mas ressaltou a inclusão de modernidades que a tecnologia permite, lembrando que farão algumas cenas de ação incríveis. E que a mocinha não será o eterno papel de mulher frágil e indefesa que precisa ser salva pelo herói. Desta vez, segundo ele, o personagem Sandra (Itié) será uma mulher forte e determinada.
Stallone afirmou que pesquisou sobre a Coréia do Norte, El Salvador e Uganda. Falou de como os ditadores são seres fascinantes, que começam com uma grande filosofia, mas que se perdem numa loucura total. Sobre o ditador do filme, segundo o diretor, o que se verá será baseado em exemplos reais.
Stallone foi objetivo e disse conhecer os filmes de diretores que filmam fora como Fernando Meirelles, citando O Jardineiro Fiel e Cidade de Deus. A curiosidade fica por conta do fato de ter falado que viu alguns em que Sônia Braga participou sem dar nomes dos filmes.
Quando perguntado sobre a escolha da atriz Gisele Itié, Stallone contou que, primeiro, pensaram numa atriz americana, mas quando estiveram para escolher as locações pensou que poderia "dar uma olhada nos talentos locais". Falou das entrevistas com vários nomes selecionados pela produção (divulgados pela imprensa na época) e que depois, já nos Estados Unidos, viu as fitas de testes. Como queria usar um novo talento brasileiro e não apenas um rostinho bonito, optou por uma atriz muita dedicada, que treina e estuda muito.
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