Concurso de Críticas: Conheça o autor do melhor texto sobre Noé
Épico bíblico foi o campeão de bilheteria do fim de semana.

Aprovado pelos blogueiros, sucesso no do Brasil e dos Estados Unidos, tão forte que causa até inundações reais em salas de cinema, Noé estreou fazendo jus à expectativa criada. Russell Crowe, que esteve no Rio para fazer a divulgação, interpreta o famoso personagem do Antigo Testamento que recebeu uma importante missão divina. Dirigido por Darren Aronofsky, com Jennifer Connelly, Anthony Hopkins e Emma Watson como coadjuvantes, o filme foi o destaque da semana no Concurso de Críticas do AdoroCinema. Hora do resultado!
Excepcionalmente hoje, como a quantidade de participantes foi grande e a divergência de opiniões também, temos dois escolhidos. Os autores são… Dario e Fabiano S. Parabéns! Entrem em contato com a nossa equipe através do e-mail “[email protected]”, colocando no assunto “Concurso de Crítica – Noé”.
"Antes de qualquer coisa, preciso avisar: Noé é mais um filme de ficção do que um filme bíblico. Aviso dado, podemos prosseguir: O que você faria se Deus lhe mostrasse, através de sonhos, todo seu descontentamento com a humanidade e sua intenção de destruir uma parte importante da Sua criação? […] Na certa você seria, como eu, tomado por medo, paranoia, incerteza, insegurança e outras questões existências que, nos dias de hoje, iriam resultar em uma consulta ao psicólogo ou psiquiatra. E o Noé de Russell Crowe é tomado por todas estas questões e dúvidas. Trata-se de uma visão humana do personagem bíblico. Um homem repleto de virtudes e defeitos que foi incumbido para salvar alguns representantes antes do fim do mundo pelas mãos de Deus. […] Acredito que não vá agradar aos mais radicais que encaram a Bíblia como "verdade absoluta" mas se encarado como entretenimento é um filme interessante, bem estruturado e que nos faz pensar se já não estamos chegando no momento de outra ação divina…"
"A partir de um roteiro seu, Aronofsky consegue a proeza de superar a ruindade de A Fonte da Vida (EUA, 2006) devido ao abuso de licenças poéticas praticado em sua escrita, o que inclui, por exemplo, os famigerados gigantes de rocha que se aliam a Noé para construir a arca e combater os humanos que tentam invadi-la. […] No elenco Russell Crowe repete o ar de anti-herói carrancudo lançado em Gladiador (EUA, 2000) e depois utilizado em Robin Hood (EUA, 2010), ao passo que Anthony Hopkins se contenta com a formulaica figura do ancião conselheiro, enquanto Jennifer Connelly e Emma Watson fazem o que podem dentro das limitações de seus papéis…"
Na média os leitores do AdoroCinema consideraram o filme “muito bom”, mas os comentários entre aqueles que publicaram críticas foram bem divididos. Enquanto muitos não aprovaram as licenças poéticas adotadas pelo diretor e esperavam uma trama mais fiel aos escritos bíblicos, outros elogiaram os efeitos e o impacto que o filme causa.
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