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Créditos iniciais memoráveis da história do cinema

De 007 a Watchmen - O Filme.

Adorocinema·
Créditos iniciais memoráveis da história do cinema

Entre os muitos momentos memoráveis da clássica comédia romântica Noivo Neurótico, Noiva Nervosa está a cena em que o compulsivo personagem de Woody Allen desiste de entrar na sala de cinema para ver um filme após Annie Hall, interpretada por Diane Keaton, se atrasar alguns poucos (pouquíssimos) minutos.

Para o neurótico Alvy Singer, interpretado por Allen, a questão é simples: A experiência cinematográfica tem muito menos graça quando ele não assiste os créditos iniciais de um filme. Faz sentido.

Quando bem feita, a sequência com os créditos iniciais de um longa-metragem não se limita apenas ao caráter informativo de mencionar os nomes do realizadores daquele projeto. Os trechos iniciais da projeção podem ser uma obra de arte e design muito proveitosa para a apreciação do público, ajudando a contextualizar os temas, o estilo e o espírito do filme que se inicia.

David Fincher costuma abrir seus filmes com créditos iniciais memoráveis, vide os de Seven – Os Sete Crimes Capitais (1995) e Clube da Luta (1999), mas em Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres o cineasta apresentou os créditos iniciais mais interessantes de sua filmografia. O frenesi da voz de Karen O na versão metal industrial de "Immigrant Song", do Led Zeppelin, acompanha uma sequência imagética soturna que evoca chamas, sexo, tentáculos uma fênix renascida e muita violência em tons de preto-petróleo. O cineasta tinha a intenção de usar esse trecho de abertura para simbolizar um pesadelo da personagem Lisbeth Salander. Conseguiu.

Quentin Tarantino tem muito a agradecer a sequência de abertura de Três Homens Em Conflito, que serve como epítome das sequências de abertura de filmes de todo o gênero spaghetti western. A introdução do longa é notória graças ao trabalho primoroso do compositor Ennio Morricone, autor do quase místico tema do filme. Os assobios, o som dos tiros, a predominância de uma expressiva cor vermelha que sequestra a atenção do público e evoca a violência dos pistoleiros — tudo é icônico aqui.

Quando aceitou dirigir a versão para os cinemas da clássica e controversa graphic novel Watchmen, de Alan Moore & Dave Gibbons, Zack Snyder sabia que tinha uma missão praticamente impossível para cumprir por conta do vasto e denso conteúdo da obra original. Ciente disso, o cineasta encontrou uma forma de apresentar a origem dos heróis ao longo de décadas, relacionando as trajetórias deles com eventos como a Segunda Guerra Mundial e o assassinato do presidente John F. Kennedy. 

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