Desenrola entrevista exclusiva com a diretora Rosane Svartman
Entrevista exclusiva com a diretora Rosane Svartman

A juventude dos dias de hoje retratada nas telas de cinema, com todas os seus questionamentos em relação à descoberta da sexualidade. Este é Desenrola, comédia romântica estrelada por Olívia Torres, Lucas Salles e Kayky Brito que chega aos cinemas nacionais em 14 de janeiro.
O Adoro Cinema falou com exclusividade com a diretora Rosane Svartman, que comentou sobre o árduo e longo processo de pesquisa e a minuciosa seleção musical, feita para agradar os ouvidos tanto dos jovens quanto da turma que viveu os anos 80. Boa leitura!
ADORO CINEMA: Você trabalhou em três filmes jovens – Como Ser Solteiro, Desenrola e Tainá – A Origem -, mas o público alvo deles é bem diferente. Como você buscou o foco necessário para Desenrola, em comparação aos outros filmes?
ROSANE SVARTMAN: Com Como Ser Solteiro eu frequentava os locais dos personagens, então andava sempre com um caderninho anotando o que via. Com Tainá foi diferente, já que fui diretora contratada. Não houve uma grande pesquisa, já que o roteirista estava envolvido com o projeto desde o primeiro filme. O máximo que fiz foi pegar o roteiro e levá-lo para as escolas, para ler com as crianças. Havia um personagem que estava em dúvida sobre qual tom ele deveria ter, então o levei para as escolas para lidar com as crianças.
Já Desenrola foi um desafio muito maior. Não sou adolescente há algum tempo nem vou aos lugares que os adolescentes frequentam. Havia o medo de que fosse um filme de memória, nostálgico, e sempre disse que ele até poderia ser, mas não seria só isto. Fiquei muito tempo indo para a escola pesquisar. Assisti aula com os alunos, entrevistei muitos deles, então houve uma pesquisa muito maior que qualquer filme que tenha feito na minha vida. Tinha este lado de correr atrás do diálogo. É claro que as ferramentas sociais ajudam muito nisto, especialmente para saber de lugares em que não podia estar fisicamente. Talvez este tenha sido o maior desafio, mas ao mesmo tempo foi uma das coisas mais gostosas. É uma faixa etária muito bacana.
Rosane: Foi uma volta no tempo. Uma das maiores descobertas foi perceber o quanto ainda há em comum. Quando comecei o processo achei que hoje em dia tudo seria tão diferente, uma pouca vergonha, só que muita coisa é bastante parecida com o que era antigamente.
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