Fernando Coimbra, diretor de Castelo de Areia, explica como fez um filme de guerra sem o patriotismo americano (Entrevista exclusiva)
"Se fosse para contar um novo American Sniper, isso não me interessaria".

O brasileiro Fernando Coimbra acaba de ter uma experiência inusitada em sua carreira ao dirigir Castelo de Areia, produção da Netflix estrelada por atores como Henry Cavill, Nicholas Hoult e Logan Marshall-Green. O tema parece distante da nossa realidade: este é um filme de guerra sobre a invasão americana no Iraque, escrito por um soldado norte-americano.
Mesmo assim, o diretor do ótimo O Lobo Atrás da Porta explicou como conseguiu subverter as regras, criando um filme avesso ao patriotismo, capaz de representar os dois lados do confronto com o mesmo humanismo. Ou seja, não espere mais uma história sobre valentes americanos salvando o mundo.
Coimbra ainda discute assuntos delicados como a política externa de Donald Trump, a liberdade de expressão num filme de indústria americano e o fato de fazer um filme cheio de efeitos especiais que será visto nas televisões de casa, ao invés da sala do cinema.
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