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Festival de Gramado 2017: Protagonismo feminino volta à pauta com a exibição de As Duas Irenes

Filme sobre irmãs com o mesmo nome teve como ponto de partida história pessoal do diretor.

Adorocinema·
Festival de Gramado 2017: Protagonismo feminino volta à pauta com a exibição de As Duas Irenes

Filme sobre irmãs com o mesmo nome teve como ponto de partida história pessoal do diretor.

Depois de Como Nossos Pais jogar luz sobre o protagonismo feminino nos dias de hoje, a discussão sobre o empoderamento das mulheres também pautou o debate em torno do filme As Duas Irenes, terceiro título a entrar para competitiva nacional de longas-metragens da 45 ª edição do Festival de Gramado. Ou não.

No filme, o primeiro do formato assinado pelo diretor e roteirista Fábio Meira, Irene (Priscila Bittencourt), uma menina de 13 anos moradora de uma cidade pequena, descobre que tem uma irmã, fruto de outra relação do pai, Tonico (Marco Ricca), que leva uma vida dupla. Mas não é só isso. Para deixar as coisas um pouco mais confusas numa idade que já é naturalmente complicada, ela nota que a meia-irmã também tem 13 anos and também se chama Irene (Isabela Torres).

Como coming of age story, o filme se sai muito bem. Ambas atrizes transmitem com naturalidade as angústias da juventude, além de possuírem ótima interação. (Confira a crítica aqui).

Por mais absurda que possa parecer, a trama tem raízes na “vida real". O ponto de partida, o diretor explica, veio da história do próprio avô, que tinha uma outra filha de uma outra relação com o mesmo nome de uma tia de Meira. "Mas ela nunca quis dar esse passo, então, o filme é o que poderia ter acontecido".

"Ontem, um monte de gente veio me falar que conhecia uma família assim", garantiu Ricca. "Eu já escutei, mais de uma vez, [histórias] de duas famílias completas com os mesmos nomes. E que repetiam a ordem, segundo se supõe, para não confundir", atestou o realizador.

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