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Lula, o Filho do Brasil Entrevista com Fábio Barreto

Entrevista com Fábio Barreto

Adorocinema·
Lula, o Filho do Brasil Entrevista com Fábio Barreto

Promessa de sucesso de bilheteria, Lula, o Filho do Brasil gera polêmica por sua possível influência no resultado das eleições presidenciais de 2010. O ADORO CINEMA já conferiu o filme e entrevistou o diretor Fábio Barreto e os atores Rui Ricardo Diaz e Juliana Baroni, intérpretes de Lula e Marisa Letícia, respectivamente.

As críticas serão publicadas perto da estreia que acontece no dia 1 de janeiro de 2010. Além dos editores Francisco Russo (FR) e Roberto Cunha (RC), do ADORO CINEMA, Lucas Salgado, editor do Confraria de Cinema.com , também participou do bate papo.

ROBERTO CUNHA: Na sua filmografia a presença feminina é marcante, como em O Quatrilho e A Paixão de Jacobina. Em Lula, o Filho do Brasil, cujo protagonista é um homem, ela está presente em Dona Lindu, mãe do personagem que tem destaque no filme. Esta divisão é a história do personagem ou tem dedo do diretor?

FÁBIO BARRETO: Escolhi como primeiro plano da narrativa dramática a relação do filho com a mãe. As mulheres sempre tiveram uma predominância nos trabalhos que fiz, isto vem da força que a minha própria mãe tem na minha vida. Os personagens femininos me fascinam porque acho que a força está na mulher. Ela é mais forte que o homem. A divisão faz parte da história. Foi fiel e atendeu à minha necessidade.

RC: Dona Lindu utiliza vários provérbios e metáforas no filme. Isto é verdadeiro? Fez parte da vida dela ou é licença poética para o personagem?

FB: Ela era uma pessoa de tiradas, de ditos populares. Era muito positiva, não se deixava derrubar por nada. O "é só teimar" é o bordão do filme. O filme homenageia a teimosia do povo brasileiro, que teima em conseguir o que quer. A teimosia é uma grande virtude do ser humano, no fim das contas.

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