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Orphan Black: Confira nossa crítica da quinta (e última!) temporada

A jornada final das mil versões de Tatiana Maslany traz uma despedida emocionante e satisfatória para o

Adorocinema·
Orphan Black: Confira nossa crítica da quinta (e última!) temporada

A jornada final das mil versões de Tatiana Maslany traz uma despedida emocionante e satisfatória para o 'clone club'. Cuidado com SPOILERS!

Em 2013, estreava Orphan Black. Série canadense com uma premissa misteriosa e uma protagonista desconhecida. Ninguém poderia imaginar que ia surgir algo capaz de mobilizar tantos fãs apaixonados ao redor do mundo e apresentar o talento extraordinário de Tatiana Maslany. Cinco temporadas depois, o show chega ao fim tentando desvendar a história criada por Graeme Manson e John Fawcett.

Quem acompanha a jornada do clone club, já sabe que "o buraco é sempre mais embaixo". Assim como peças de dominó, cada parte da conspiração ao redor do Projeto LEDA apresenta uma nova camada de problemas. Primeiro foi DYAD, depois os clones do Projeto Castor e, por fim, a Neovolução. O surgimento de P.T. Westmorland (Stephen McHattie) indica que finalmente chegou a hora de descobrir como tudo começou. O público conhece uma ilha bizarra, cheia de seguidores que acreditam no mito ao redor do cientista. O início da temporada aposta em momentos de terror e suspense para criar mistério sobre as verdadeiras intenções dessa figura manipuladora, que não tem limites para atingir o que deseja.

Num determinado momento do show, P.T. grita que "o futuro é feminino". Afinal, ele pode até ser a figura central de sua crença, mas sabe que depende da força de várias mulheres. E tenta controlá-las a todo custo… Seja incentivando a rivalidade entre Susan (Rosemary Dunsmore) e Coady (Kyra Harper) – que foram as responsáveis pelos sucessos de seus experimentos. Ou isolando Kira (Skyler Wexler) e Helena em busca de uma mutação. Enganando Rachel. Manipulando as emoções de Mud (Jenessa Grant). Tentando causar uma briga entre Cosima e Delphine (Evelyne Brochu). Mais que um vilão, é o retrato de uma sociedade enraizada na rivalidade feminina.  

Outro diferencial da reta final foi a inserção de diferentes linhas temporais, para apresentar o passado das cinco clones protagonistas. Cada uma ganhou um episódio especial e a mais beneficiada foi Rachel. Sempre do lado antagonista da história, essa vilã nunca foi unidimensional, mas finalmente teve a chance de mostrar como se transformou nessa mulher fria que conhecemos hoje. Este episódio também abusa do elemento do terror numa cena chocante. Afinal, é Orphan Black. Precisa ter esse tipo de momento bizarro…

Já Alison e Helena foram esquecidas e só tiveram esses episódios especiais para brilhar, infelizmente. O sumiço da ucraniana até faz sentido, afinal sua "função" é brigar com inimigos, algo difícil quando se está grávida de gêmeos. Porém, Alison desapareceu depois de um ótimo episódio (com uma bela versão de "Ain't No Mountain High Enough") que prova como é importante para o grupo. O motivo? Surgir no fim da temporada, com um novo corte de cabelo e uma filosofia aleatória. Oi? 

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