Por que Veep pode se tornar uma série ainda mais relevante sob o governo Trump
Nós assistimos ao primeiro episódio da sexta temporada.

A política nunca precisou de um motivo específico para ser parodiada, afinal, as brigas, manipulações e mentiras constituem um prato cheio para a comédia.
Mas a sexta temporada da série Veep, da HBO, pode se beneficiar da atualidade norte-americana. Isso porque as trapalhadas de Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus) logo após perder a disputa pela presidência espelham muito bem os absurdos da política atual.
O AdoroCinema já assistiu ao primeiro episódio da nova temporada, e percebemos que Selina não aprendeu nada com seus erros passados. Ela continua dominando pouco dos assuntos internos dos Estados Unidos, conhecendo quase nada da política estrangeira, tendo dificuldades para evitar gafes em público e extrapolando no contato sexual e piadas vulgares. Pensou em algum presidente em atividade?
Antes, Veep comentava a hipocrisia da Casa Branca de modo geral. Agora, dialoga diretamente com a política-espetáculo de Trump, cheia de promessas grandiosas e frases de efeito. Basta ver Selina rir dos analfabetos e debochar da luta contra a AIDS para perceber que a série mantém seu sarcasmo em níveis corrosivos.
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