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The Flash tropeça feio em sua terceira temporada (Crítica)

Viagens do tempo complicadas e pouca ousadia prejudicaram a jornada de Barry Allen (Grant Gustin).

Adorocinema·
The Flash tropeça feio em sua terceira temporada (Crítica)

Viagens do tempo complicadas e pouca ousadia prejudicaram a jornada de Barry Allen (Grant Gustin).

Flashpoint. Durante cinco meses de espera, essa palavra apareceu em qualquer texto sobre a terceira temporada de The Flash. Afinal, o show prometeu trazer a adaptação televisiva de uma das histórias mais chocantes do Velocista Escarlate nos quadrinhos. Então, imagine a surpresa do público ao descobrir que, depois de tanta especulação, Flashpoint dura apenas um episódio.

Oficialmente, Flashpoint tem "ramificações" durante toda a temporada – e potencialmente para o futuro do show. Mas, sinceramente? Os produtores tiveram medo de arriscar nas criações de novas versões dos protagonistas e perder relacionamentos estabelecidos durante dois anos. O resultado foi uma solução preguiçosa, um péssimo pontapé inicial para a pior temporada de The Flash, até o momento.

Os primeiros nove episódios apresentam um ritmo maçante, enquanto aborda os problemas de Flashpoint. Uma briga de Iris (Candice Patton) e Joe (Jesse L. Martin) é resolvida rapidamente, enquanto Cisco (Carlos Valdes) – conhecido como o personagem mais divertido da produção – se torna insuportável até o crossover com Arrow, Legends of Tomorrow e Supergirl. Começa também a abordagem da transformação absurda de Caitlin (Danielle Panabaker), que ganha mais destaque na reta final.

Depois da midseason finale, o team Flash encontra outro problema: impedir a possível morte de Iris. É algo mais interessante que a trama envolvendo Doutor Alquímia (que tudo mundo já imaginava sua verdadeira identidade) e a pedra filosofal (mais bizarra que a de Harry Potter)? Sim. Mas é algo muito sombrio para o show, que sempre se destacou pelo tom bem-humorado.

O capricho nos efeitos especiais seguem lá, mas os episódios não empolgaram tanto o público. As explicações diante de tais viagens no tempo se tornam muito confusas e as histórias só ganhavam força quando fugiam da trama principal. Isso nunca é um bom sinal, não é mesmo?

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