Thor – Ragnarok: Roteirista comenta final corajoso e a luta do Deus do Trovão com o Hulk
Eric Pearson compara Thor com Noé por seu aprendizado diante do apocalipse da mitologia nórdica.

Eric Pearson compara Thor com Noé por seu aprendizado diante do apocalipse da mitologia nórdica.
A principal característica de Thor: Ragnarok é o humor — total antônimo de despretensão no contexto do Deus do Trovão. Embora descontraído, o filme de Taika Waititi também se mostra corajoso em promover tamanha mudança de abordagem na trilogia do herói da Marvel. Essa ousadia também se apresenta no final do filme, respeitoso à sua premissa, ao seu título, levando o apocalipse da mitologia nórdica às últimas consequências e promovendo a destruição de Asgard.
"Eu esquecei como essa ideia surgiu exatamente, mas lembro de tê-la sugerido bem no início", conta o roteirista Eric Pearson, em entrevista ao THR. "Uma das versões anteriores tinham Asgard não sendo exatamente destruída, ou sendo reconstruída, algo assim. 'Bem, é o Ragnarök. Isso significa o apocalipse na mitologia nórdica. Não vamos destruir tudo? Realmente precisamos fazer isso aqui, e acho que não podemos ter medo disso'", conta o escritor, lembrando seus argumentos para destruir o lar de Thor.
A partir disso, Pearson e os outros roteiristas, Christopher Yost e Craig Kyle, traçaram a metáfora mais interessante do filme: "Fazer de Thor uma figura quase como Noé… Colocar todo mundo na arca e preservá-los. […] O mais complicado foi fazer disso uma escolha de Thor. Não ele apenas ter perdido a batalha. Ele aprendeu algo mais sobre ser um governante, que é [o fato de] as pessoas serem o reino, não o espaço em si. Como rei, como um rei altruísta, você precisa fazer sacrifícios", ele explica.
Sobre todo o resto, tão mais calcado na comicidade, Eric Pearson conta que se entregou aos pedidos de Taika Waititi e focou em realizar um filme engraçado. Mas também disse que, assim, aquele universo insano faria mais sentido. "Se você tentar levar muito a sério, você entediará o público e você mesmo parecerá ridículo. Acho que a chave de Thor é essa: ele se encontra em situações insanas, e suas interações através delas são o que realmente nos permitiu acionar as incríveis habilidades cômicas do Chris Hemsworth."
Por fim, Eric Pearson comenta o grande encontro do filme. "A coisa mais difícil foi pensar na reação do Thor ao ver o Hulk. Passamos por algumas em que ele ficava confuso, ou com raiva, outra em que ele ficava assustado. E finalmente surgiu a ideia de que ele ficaria radiante — foi uma glória de Deus", brinca o roteirista. Ele também disse que sua primeira e maior contribuição para a sequência de luta foi o famoso Hulk Smash, em homenagem à presença ilustre de Loki (Tom Hiddleston) como espectador do evento.
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